Centenas de pessoas aguardam saída de pai de Isabella

Mais de 300 pessoas esperam a saída do pai da menina Isabella Nardoni, Alexandre Alves Nardoni, do 77º Distrito Policial, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. A entrada da Alameda Glete foi bloqueada pela polícia e apenas a imprensa está liberada para passar.

Agência Estado |

A polícia montou um forte esquema de segurança. Aproximadamente 15 viaturas estavam no local no início desta tarde e há uma grande concentração de policiais militares.

O delegado titular 77º DP afirmou que o documento que determina a libertação de Alexandre já chegou à delegacia. Após a libertação, Alexandre seguirá para o Instituto Médico Legal para realizar o exame de corpo de delito.

De acordo com a TJ, o desembargador Caio Canguçu de Almeida, que concedeu o habeas-corpus , argumentou que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.

Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.

No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto, estudante.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio do pai. A polícia descartou, desde o princípio, a hipótese de acidente e acredita que a garota tenha sido assassinada. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que há fortes indícios de que ela tenha sido jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

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