Cemitério é destruído por enchente no Pará

A força das águas do rio Tapajós invadiu nesta sexta-feira e destruiu um cemitério na cidade de Belterra, na localidade Porto Novo, arrastando túmulos e caixões. Belterra é um dos 32 municípios do Estado sob estado de emergência devido às chuvas.

Agência Estado |

A prefeitura informou que só vai recuperar o cemitério depois que baixar o nível das águas. As famílias vizinhas ao local também fugiram de suas casas, abrigando-se em prédios públicos. Na localidade Curuá, no oeste do Pará, uma criança morreu afogada depois que o nível do rio Tapajós, agravado pelas fortes chuvas que caem na região, atingiu a marca de 9 metros acima do nível normal. De acordo com a Defesa Civil, a menor de 4 anos teria caído na água por distração dos familiares.

Em municípios como Santarém, Óbidos, Oriximiná, Alenquer e Monte Alegre, além de outras 17 cidades ribeirinhas, há 50 mil moradores que tiveram suas casas inundadas. Desse total, 4.700 estão desabrigados. No povoado de Aramanaí, de acordo com o chefe da Defesa Civil na região, Marcos Norat, um restaurante teve sua estrutura abalada pela correnteza do rio.

Na aldeia Takoara, os índios tiveram que se deslocar para um outro ponto. Eles estão assustados com a força da natureza e dizem que isso é um "castigo" contra a devastação da floresta amazônica. "Nosso maior problema é o acesso a localidades mais distantes. Há comunidades inteiras isoladas pelas águas", disse Norat.

Após audiência ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora Ana Júlia Carepa pediu R$ 85 milhões para recuperar pontes e estradas destruídas pelas enchentes. Lula encaminhou o pedido ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

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