Cemitério cheio faz cremação crescer em São Paulo

Engolidos pela mancha urbana, os cemitérios se tornaram áreas disputadas e caríssimas, mais um problema do avanço da metrópole, que já não tem onde enterrar seus mortos. Com isso, os crematórios ganham espaço e, como mostra a história, o urbanismo mais uma vez muda a relação do homem com a morte.

Agência Estado |

O serviço funerário de São Paulo fará licitação para dois novos fornos no Crematório de Vila Alpina, na zona leste, o primeiro do País. A demanda cresceu 10% em 2009, com 6.150 cremações - quase uma por hora. Ainda assim, são só 8% dos 80 mil mortos na capital por ano. Desses, 31% são enterrados em um dos 22 cemitérios públicos, mas em mais da metade não há vagas; 16% recorrem aos particulares, onde também falta lugar, e 7% vão para outra cidade.

Com início previsto para setembro, as obras vão dobrar a capacidade do crematório. Outra solução, paliativa, tem sido intensificar a fiscalização dos lotes. Abandonados, podem ser recuperados pela Prefeitura. No longo prazo, porém, com cemitérios espremidos entre prédios, sem área para expansão, e terrenos cada vez mais caros, os crematórios têm sido a solução, até para investidores particulares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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