A CMPC Celulose Riograndense formalizou hoje a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural em parte da fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro (RS), sua maior propriedade no Estado. Entre seus 10,6 mil hectares, aproximadamente 6 mil hectares possuem plantação de florestas e viveiro de mudas.

O restante forma uma área de preservação e, dentro dela, 2,4 mil hectares foram designados para a reserva, que terá plano de manejo permitindo determinadas atividades controladas, como educação ambiental e pesquisas.

A fazenda se tornou conhecida em 8 de março de 2006, quando foi invadida em protesto de agricultoras da Via Campesina contra plantações de eucalipto. Na época, o protesto destruiu mudas de eucalipto na área de expedição. O viveiro ocupa apenas uma parte da fazenda e fica em área diferente da que foi transformada em reserva.

Após ficar praticamente paralisado por causa da crise no ano passado, o viveiro voltou a produzir mudas no final de 2009, lembrou o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes. Cerca de 200 funcionários foram contratados desde então.

A chilena CMPC Celulose Riograndense adquiriu em dezembro a fábrica de celulose que pertencia à Fibria - união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel - em Guaíba (RS). A fazenda Barba Negra integrava os ativos da Aracruz no Estado. A área fica em uma península entre a Lagoa dos Patos e o Lago Guaíba, 40 quilômetros ao sul de Porto Alegre.

Conforme a empresa, em 1998 a Fundação Gaia, dirigida à época pelo ambientalista José Lutzenberger, defendia a importância de preservar a vegetação nativa da área no horto florestal Barba Negra.

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