Celebrações religiosas marcam o dia de São Sebastião no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro comemora nesta quarta-feira o dia do santo padroeiro da cidade, São Sebastião. Para celebrar a data, procissões e cortejos festivos organizados pela Arquidiocese do Rio de Janeiro irão tomar conta de algumas ruas da capital fluminense como tradicionalmente acontece todos os anos.

iG Rio de Janeiro |

De acordo com a Guarda Municipal, mais de 100 agentes vão atuar no controle urbano durante a procissão em homenagem ao padroeiro da cidade. O cortejo irá passar por ruas da Tijuca, do Centro e da Glória.

Confira a programação:

10h ¿ Missa solene do padroeiro na Paróquia São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos). Endereço: Rua Haddock Lobo, 266 ¿ Tijuca.

15h ¿ Saída da Igreja dos Capuchinhos da procissão em homenagem a São Sebastião.

17h ¿ Chegada à Catedral Metropolitana de São Sebastião. Endereço: Avenida República do Chile, 245 ¿ Centro.

17h30 ¿ Benção à cidade do Rio de Janeiro, seguida pelo Auto de São Sebastião.

19h ¿ Missa no interior da Catedral Metropolitana de São Sebastião.

Divulgação

Imagem de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro

História

Ao contrário de outras capitais, o Rio tem seu feriado no dia do padroeiro e não na data de sua fundação ¿ dia 1º de março. Para o historiador Milton Teixeira, essa diferença se deve à tradição do feriado de São Sebastião, celebrado desde 1568.

Na época, esse também era o dia em que tomavam posse os vereadores da cidade, vestidos com uma roupa toda trabalhada, cheia de penachos.

Segundo Teixeira, mesmo com proclamação da República, o feriado de 20 de janeiro foi mantido pela sua tradição. A única vez em que tentaram tirá-lo, em 1966, houve uma chuva tamanha na cidade que nenhum administrador pensou mais nesse assunto.

São Sebastião nasceu em Pretória, na Itália, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, ele foi batizado enquanto criança. Anos mais tarde, seguindo a carreira militar, São Sebastião foi nomeado capitão pelo Imperador Diocleciano por sua fidelidade e valor.

Na posição de chefe, ele aproveitava para melhor confortar os cristãos quando denunciados ou condenados à morte. Diocleciano, identificando Sebastião como verdadeiro cristão, o deteve e forçou a renegar sua fé. Sem fazer a vontade do imperador, o santo foi amarrado a um tronco de árvore e alvejado por flechas.

Resistindo à tortura, ele sobreviveu e manifestou ao imperador sua reprovação pela violência praticada contra os cristãos. Essa atitude lhe custou a condenação à morte, ocorrida a pauladas no ano 303.

*com informações da Agência Brasil

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