O Ceará já conta 17.384 casos de dengue confirmados este ano.

A maioria, 10.381 casos (73,67%), foi registrada em Fortaleza. A capital cearense também contabiliza quatro das nove mortes provocadas pela doença no Estado.

As outras mortes aconteceram em Caucaia, Redenção, Orós, Itapipoca e Quixadá. Outras 20 mortes suspeitas de terem sido provocadas pelo Aedes aegypti - mosquito transmissor da dengue - continuam em investigação, segundo informa o boletim semanal divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).

O secretário de Saúde de Fortaleza, Odorico Monteiro, já admite epidemia na cidade. Até o mês passado, ele falava em pré-epidemia da doença, mas justificava que a curva demonstrava que a tendência era o aumento de casos. Ele explica que houve um deslocamento do período epidêmico.

Em 2006, a maior concentração foi no mês de julho, com 4 mil doentes. Ano passado, em maio com 2 mil casos e este ano, em abril, com o registro de 3 mil. Há quase um mês, o secretário da Saúde do Estado, João Ananias, reconheceu que o Ceará enfrentava epidemia de dengue hemorrágica.

Mais um mutirão de controle e prevenção da dengue ocupará as ruas de Fortaleza neste sábado. O trabalho vem sendo realizado pela Prefeitura de Fortaleza. O esforço para eliminar os criadouros do mosquito transmissor da doença tem mobilizado a participação da população e de diferentes setores governamentais.

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