Quadrilha usava torcida organizada para distribuir cédulas falsas

As seis pessoas presas pela PF do Ceará produziam 20% das cédulas falsas de R$ 50 e R$ 100; nome da torcida não foi divulgado

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

A quadrilha de seis pessoas presa nesta quinta-feira (01) em Fortaleza acusada de falsificar cédulas de Real usava a torcida organizada de um time de futebol cearense para distribuir o dinheiro falso em todas as regiões do Brasil.

Dois torcedores introduziram remessas de notas durante jogos de um time cearense em vários Estados, além do Ceará. A Polícia Federal não divulgou o nome da torcida organizada, nem do time a qual pertence. No Estado, as notas também eram distribuídas com a ajuda da torcida no comércio de produtos e até no pagamento de mensalidades de sócio-torcedor.

De acordo com a Polícia Federal o grupo produzia, em média, R$ 300 mil em notas falsas por mês. "Eles eram especialistas nas cédulas da nova família do Real", disse à reportagem do iG o superintendente Regional da PF no Ceará, Sandro Luciano Caron de Moraes. A polícia estima que, sozinha, a produção da quadrilha correspondia a 20% das novas notas falsas de R$50 e R$100 que circulam em todo Brasil. Eles também produziam notas de R$ 10.

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O superintendente afirmou que apesar da produção em larga escala, o núcleo da quadrilha era formado apenas pelas seis pessoas presas. "Nós só deflagramos a operação quando tivemos a certeza de que todos os nomes estavam identificados", contou. A Operação Mustache teve dois meses de investigação. O grupo atuava em um armazém na avenida Sargento Hermínio, no bairro Antônio Bezerra, periferia da capital Fortaleza.

A torcida organizada era apenas uma das formas de distribuição. "As investigações apontaram que distribuidores de todo Brasil encomendavam grandes quantias e vinham buscar em Fortaleza", disse Caron. A quadrilha cobrava R$ 25 de dinheiro verdadeiro para cada R$ 100 falsos.

A qualidade das falsificações tidas como "excelente" também chamou atenção da polícia. "Eles eram extremamente profissionalizados", avaliou o superintendente. A fábrica onde estavam as máquinas usadas A polícia apreendeu R$ 30 mil em notas falsas, as máquinas usadas no processo e meio quilo de cocaína.

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