Prefeito, secretários e vereadores de cidade do Ceará são presos

Eles são suspeitos de desviar dinheiro público da prefeitura por meio do aluguel de carros. Desvios são estimados em R$ 3 milhões

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

O prefeito, dois vereadores, dois secretários de governo e a procuradora do município de Pacajus, localizado a 55 quilômetros de Fortaleza, foram presos nesta quinta-feira (15/12). Eles são suspeitos de desviar dinheiro público da prefeitura por meio do aluguel de carros.Os desvios são estimados em R$ 3 milhões.

O argumento: Fraude não acontece por "má fé" de prefeitos, diz associação do Ceará

Segundo o promotor de Justiça, Luis Alcântara, o prefeitom Pedro José Philomeno (PSDB), e os demais envolvidos presos pela Polícia Civil foram denunciados por desvio de recursos públicos, peculato, lavagem de dinheiro público, formação de quadrilha, fraudes em procedimentos licitatórios e enriquecimento ilícito.

O prefeito, o presidente da Câmara Municipal, vereador Francisco Carlos (PSDB), o vereador Jocélio Bezerra Almeida (PSDB), os secretários de Governo e Finanças, familiares dos gestores e funcionários públicos do município são suspeitos de criar empresas de fachada para ganhar licitações de aluguel de carros para a prefeitura e Câmara Municipal. Contudo, os carros, na verdade, eram de propriedade particular dos envolvidos.

A Polícia Civil apreendeu na casa do prefeito documentos do município relacionados às fraudes. Além disso, os policiais e os promotores encontraram na residência dele R$ 45 mil em dinheiro um veículo modelo Hilux SW4, alugado por contrato em nome da prefeitura de Pacajus, além de um rifle. A filha e o genro do prefeito, a esposa de um dos secretários e mais dois funcionários da Câmara Municipal também foram presos.

Segundo o Ministério Público do Ceará, os presos foram levados para a Delegacia de Capturas e Polinter, localizada no Centro de Fortaleza. Entretanto, a Polícia Civil não confirmou essa informação ao iG . A reportagem também tentou entrar em contato com os advogados dos gestores, mas na sede da prefeitura de Pacajus os funcionários disseram que não tinha autorização para passar os telefones de contato.

O promotor Luis Alcântara, autor da denúncia, ganhou fama este ano por pedir a prisão de vários prefeitos do interior do Ceará. Os prefeitos se uniram e reagiram à onda de prisões. Em junho, a Associação dos Municípios e Prefeitos do Ceará (Aprece) contratou uma assessoria jurídica para “ensinar” as prefeituras cearenses a realizar licitações. A presidente da Aprece e prefeita de General Sampaio, Eliene Brasileiro, chegou a afirmar ao iG que “não existe má fé por parte dos gestores públicos, e sim fragilidade administrativa”.

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