Prefeito de Senador Pompeu se entrega à polícia e é preso

Antônio Teixeira de Oliveira (PT) estava foragido há 8 dias. Ele é suspeito de desviar R$ 3,5 milhões dos cofres públicos

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

O prefeito afastado do município de Senador Pompeu (a 270 quilômetros de Fortaleza), Antônio Teixeira de Oliveira (PT), se entregou à polícia na noite de quarta-feira (29), depois de passar oito dias foragido. Ele é acusado de desviar recursos públicos .

Além do prefeito, o vice-prefeito Luís Flávio Mendes de Carvalho, o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Tárcido Francisco de Lima Baia, e mais 28 pessoas tiveram a prisão decretada. Até agora, dez pessoas foram presas. Cinco delas nesta quarta-feira - entre elas, o vice-prefeito. Todos estão presos no quartel do comando-geral do Corpo de Bombeiros (Jacarecanga) e ainda não foram ouvidos pela Polícia Federal.

Segundo as investigações do Ministério Público Federal do Ceará, em 2008 Antônio Teixeira teria desviado recursos públicos, feito pagamentos indevidos e emitido cheques para pagamentos de empresas que forneciam notas fiscais frias. Para esconder as fraudes, o prefeito constituiu uma comissão com a suposta finalidade de apurar irregularidades cometidas por servidores municipais. Mas, em vez disso, a comissão produziu provas que deveriam inocentá-lo.

O Ministério Público Federal ingressou com duas ações contra o prefeito por improbidade administrativa. As irregularidades praticadas pelo gestor, de acordo com as denúncias apresentadas à Justiça Federal, causaram prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões aos cofres públicos.

Na última segunda-feira (28) o PT montou uma comissão de sindicância para apurar as denúncias contra o prefeito afastado. A comissão tem até o dia 6 de julho para apresentar um parecer. A prefeita de Fortaleza e presidente estadual do PT, Luizianne Lins, foi cautelosa ao falar sobre o caso envolvendo o correligionário. “Nós somos contra a corrupção, mas precisamos ouvir a defesa do prefeito”, ponderou.

O advogado do prefeito, Hélio Leitão, espera que seu cliente prove a inocência em liberdade. Ele ingressou com pedido de habeas corpus, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar. O processo tem como relator o ministro Gilson Dipp e ainda terá o mérito julgado.

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