Parente de juíza é agredida e tem cabelo molhado com álcool

A desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda trabalhou em centro de direitos humanos e decretou ilegal greve de policiais

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Familiares da desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE), foram vítimas de um atentado. Os tios-avós da magistrada foram agredidos e ameaçados.

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Divulgação
A desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Os familiares da magistrada vivem em Horizonte, município localizado na região metropolitana de Fortaleza, a 40 quilômetros da capital. Após ter o cabelo embebido com álcool, a tia-avó da desembargadora foi ameaçada de ser queimada. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá apurar o caso. As vítimas foram atendidas, fizeram exame de corpo de delito e passam bem.

O atentado ocorreu há dois dias e foi confirmado nesta sexta-feira (06) pelo Comando da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, à frente da Operação que reforça a segurança do Ceará desde quando a Polícia Militar entrou em greve. A paralisação da PM terminou, mas as tropas federais permanecem no Ceará porque agora é a Polícia Civil que cruzou os braços no Estado.

Desembargadora suspende greve

Na noite de segunda-feira (02), dois dias antes do atentado, Sérgia Miranda determinou a suspensão da greve dos policiais e bombeiros militares do Estado, por meio de uma liminar. Antes, em dezembro, ela havia reconhecido a ilegalidade da greve dos policiais civis, obrigando a categoria a voltar ao trabalho.

Sérgia Miranda é desembargadora desde 2009. Ela assumiu a magistratura em 1986, no interior do Ceará, na comarca de Orós. Em Fortaleza, ainda como juíza, foi titular da 6ª Vara do Júri e da 19ª Vara Cível, onde encerrou a carreira no primeiro grau de jurisdição. Atualmente integra a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará.

Como advogada, trabalhou no Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, ao lado de dom Aloísio Lorscheider. O iG não conseguiu entrar em contato com a desembargadora.

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