Ministério Público denuncia prefeita de Fortaleza

Luizianne Lins e mais duas assessoras vão responder por improbidade administrativa em caso de cartões corporativos

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Agência Assembleia Legislativa
Luizianne Lins, durante entrevista
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e mais duas assessores foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado (MPE) do Ceará por supostos gastos irregulares feitos com cartões corporativos no ano de 2007. A prefeitura afirma que já fez o ressarcimento das despesas suspeitas.

A Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública e a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público ajuizaram uma denúncia-crime no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE) e uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra a prefeita e suas assessoras.

Os promotores querem o ressarcimento do valor total atualizado de R$ 37.924,47. Desse montante, R$ 31.627,91 seriam de responsabilidade da própria prefeita Luizianne Lins e o restante das assessoras. Parte do dinheiro teria sido gasto no exterior e em saques de dinheiro e pagamento de despesas em restaurantes.

O mau uso de cartões corporativos balançou o governo do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, após uma análise da base de dados do governo apresentar gastos suspeitos feitos por vários ministros. Na mesma época, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do Ceará começou a cobrar esclarecimentos sobre os gastos feitos em 2007 com cartões corporativos utilizados pela Prefeitura de Fortaleza.

O processo se arrasta desde então, diante da ausência de notas fiscais que justificassem alguns gastos. Em 2008, a exemplo do governo Lula, a Prefeitura de Fortaleza resolveu extinguir os cartões, mas manteve o sigilo das despesas.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os gastos em questão já foram devolvidos e que o TCM nunca sinalizou a possibilidade de emitir dar uma nota de improbidade por conta desse caso. A assessoria lembrou ainda que o cartão corporativo foi utilizado por poucos meses e afirmou que a soma dos gastos feitos com ele é pequena.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG