Amostras de lençóis com as mesmas inscrições em inglês do material encontrado em Pernambuco foram deixadas na Vigilância Sanitária

Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária encontra lixo hospitalar em galpão de tecidos em Toritama. Foto de 15/10
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Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária encontra lixo hospitalar em galpão de tecidos em Toritama. Foto de 15/10
A Vigilância Sanitária no Ceará recebeu amostras de tecidos procedentes de lixo hospitalar dos Estados Unidos. O material tem inscrições em inglês e manchas que aparentam ser de sangue, assim como o que foi encontrado em Pernambuco, no município de Caruaru, distante 150 quilômetros do Recife.

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O tecido tem a inscrição do Department of Veterans Affairs. O nome e a logomarca da instituição de saúde norte-americana são os mesmos encontrados nos lençóis comercializados em Pernambuco, descobertos em containers, galpões, forro de peças de roupas e até mesmo em pousadas do interior pernambucano sendo utilizados como lençóis comuns.

A Vigilância Sanitária do Ceará recebeu a denúncia de microempresários do setor de confecção. Ao notarem que os tecidos supostamente adquiridos no comércio atacadista de Fortaleza eram iguais aos achados em Pernambuco, essas pessoas procuraram o órgão fiscalizador, vinculado a Secretária de Saúde do Estado Do Ceará (Sesa). 

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A Sesa informou que o material foi lacrado e encaminhado para análise laboratorial. Além disso, o estabelecimento apontado como responsável pelo comércio do tecido foi vistoriado, mas os fiscais não identificaram nenhum documento ou indício que comprovasse a importação dos lençóis de hospitais dos Estados Unidos.

O órgão estadual comunicou ainda que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil sobre a denúncia e que, a partir de agora, a responsabilidade do caso é da Secretaria de Saúde de Fortaleza. A vigilância sanitária municipal deve prosseguir com a apuração, já que a fiscalização desse comércio seria de responsabilidade do município.

A indústria de confecção do Ceará tem aproximadamente de 3,6 mil empresas legalizadas – a maioria micro e pequenas empresas. Contudo, o sindicato do setor estima que existam mais 1,5 mil outras empresas atuando na informalidade. Essas indústrias seriam as responsáveis por alimentar o comércio varejista e atacadista de vestuário que atua em logradouros públicos de Fortaleza.

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