Lixo hospitalar americano é encontrado em Fortaleza

Amostras de lençóis com as mesmas inscrições em inglês do material encontrado em Pernambuco foram deixadas na Vigilância Sanitária

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

AE
Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária encontra lixo hospitalar em galpão de tecidos em Toritama. Foto de 15/10
A Vigilância Sanitária no Ceará recebeu amostras de tecidos procedentes de lixo hospitalar dos Estados Unidos. O material tem inscrições em inglês e manchas que aparentam ser de sangue, assim como o que foi encontrado em Pernambuco, no município de Caruaru, distante 150 quilômetros do Recife.

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O tecido tem a inscrição do Department of Veterans Affairs. O nome e a logomarca da instituição de saúde norte-americana são os mesmos encontrados nos lençóis comercializados em Pernambuco, descobertos em containers, galpões, forro de peças de roupas e até mesmo em pousadas do interior pernambucano sendo utilizados como lençóis comuns.

A Vigilância Sanitária do Ceará recebeu a denúncia de microempresários do setor de confecção. Ao notarem que os tecidos supostamente adquiridos no comércio atacadista de Fortaleza eram iguais aos achados em Pernambuco, essas pessoas procuraram o órgão fiscalizador, vinculado a Secretária de Saúde do Estado Do Ceará (Sesa). 

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A Sesa informou que o material foi lacrado e encaminhado para análise laboratorial. Além disso, o estabelecimento apontado como responsável pelo comércio do tecido foi vistoriado, mas os fiscais não identificaram nenhum documento ou indício que comprovasse a importação dos lençóis de hospitais dos Estados Unidos.

O órgão estadual comunicou ainda que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil sobre a denúncia e que, a partir de agora, a responsabilidade do caso é da Secretaria de Saúde de Fortaleza. A vigilância sanitária municipal deve prosseguir com a apuração, já que a fiscalização desse comércio seria de responsabilidade do município.

A indústria de confecção do Ceará tem aproximadamente de 3,6 mil empresas legalizadas – a maioria micro e pequenas empresas. Contudo, o sindicato do setor estima que existam mais 1,5 mil outras empresas atuando na informalidade. Essas indústrias seriam as responsáveis por alimentar o comércio varejista e atacadista de vestuário que atua em logradouros públicos de Fortaleza.

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