Justiça do Ceará determina que PMs e bombeiros retornem ao trabalho

Paralisação iniciada na última quinta-feira foi considerada “inconstitucional” e “crime militar”. Comando de greve diz que movimento será mantido

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

A Justiça do Ceará determinou na noite desta segunda-feira (2) que policiais e bombeiros militares em greve no Ceará retornem ao trabalho. Comando de greve informou que não irá acatar a decisão.

O militar que descumprir a decisão poderá ser multado em R$ 500 por dia. A multa para cada associação envolvida na paralisação será de R$ 15 mil por dia em caso de descumprimento da ordem judicial.

Entenda a greve:

- Policiais e bombeiros entram em greve no Ceará

- PMs do Ceará em greve impedem uso de viaturas

- Esposas de PMs em greve bloqueiam acesso de quartel no Ceará

A greve iniciada na última quinta-feira (29) foi considerada inconstitucional pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará, Sérgia Miranda. Para ela, a paralisação se caracteriza como “crime e infração militar”.

A categoria reivindica escala de 40 horas semanais, promoções e reajuste salarial de 80% até o fim de 2015, além de anistia a todos os policiais que participam do movimento.

O presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, afirmou que a entidade já foi informada sobre a determinação mas não recebeu notificação oficial. Ele contou que a categoria já deliberou sobre o assunto e que o movimento irá continuar. "Não vamos recuar, não", disse à reportagem do iG .

 Com AE

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