Justiça decreta greve ilegal e policiais voltam ao trabalho no Ceará

Policiais civis reivindicam a redução da carga horária e reajuste salarial. Eles tiveram o salários descontado durante paralisação

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Os policiais civis do Ceará voltaram ao trabalho nesta sexta-feira (16) após dois meses de paralisação após a Justiça declarar a greve ilegal. Antes, o governo do Estado já havia cortado parte do salário de cerca de 200 inspetores.

Governo: Greve requer “medidas rigorosas”, diz Cid

Os inspetores e escrivães paralisaram as atividades no dia 15 de outubro pela segunda vez no ano. A primeira foi no dia 2 de julho. A greve foi considerada ilegal pela Justiça e terminou no dia 3 de agosto. Contudo, após as negociações entre governo e Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci) falharem, a categoria voltou a parar as atividades . Agora, novamente, a Justiça foi favorável ao governo e decretou a ilegalidade do movimento. 

A reportagem do iG teve acesso aos contra-cheques dos policiais civis que procuraram o sindicato se queixando do corte no vencimento. Os descontos por falta giram em torno de R$ 1 mil sobre salários de R$ 3 mil desses policiais. Há duas semanas, justificando os descontos nos salários dos grevistas, o governador Cid Gomes (PSB) declarou que greve “requer medidas rigorosas”, em respostas aos protestos de policiais. 

A categoria reivindica a redução da carga horária de oito para seis horas diárias e reajuste salarial. Eles querem o pagamento de um subsídio equivalente a cerca de 60% do valor do subsídio que os delegados de polícia recebem no Ceará. O salário-base da categoria é de R$ 2,1 mil.

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