Irmãos justiceiros são condenados por chacina no Ceará

Cássio e Cassiano Santana de Souza mataram sete pessoas. As vítimas tiveram as orelhas cortadas e colocadas em suas bocas

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Os irmãos Cássio e Cassiano Santana de Souza foram condenados a 144 e 25 anos de prisão, respectivamente, pela morte de sete pessoas no município de Limoeiro do Norte, a 205 quilômetros de Fortaleza. As vítimas tiveram as orelhas cortadas e colocadas em suas bocas. O crime aconteceu há oito anos e ficou conhecido no Ceará como a “chacina dos sete”.

Reprodução Google Maps
Limoeiro do Norte fica a 205 quilômetros de Fortaleza
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Segundo a acusação, as sete pessoas foram executadas com tiros de pistola na cabeça, no mesmo dia do ano de 2003, em três lugares diferentes de Limoeiro do Norte. Dois homens teriam sido mortos por uso de drogas e furtos nas proximidades da casa da mãe dos irmãos condenados. Os outros cinco homens foram assassinados por comentarem na cidade crimes atribuídos aos dois.

A promotoria afirma que Cássio agiu junto com José Roberto dos Santos, um pistoleiro famoso da região conhecido como “Chico Orelha”, já morto. Cassiano foi o responsável por informar a localização das vítimas. Momentos antes das execuções, ele esteve em cada um dos locais onde os homens foram assassinados.

A denúncia afirma ainda que os acusados cometeram os crimes com a intenção também de “afrontar a polícia, o Ministério Público e o Judiciário, pois se empenhavam numa força-tarefa para desarticular o grupo criminoso que aterrorizava a região Jaguaribana com assaltos e homicídios”.

Limoeiro do Norte tem cerca de 60 mil habitantes e é um dos principais municípios do Vale do Jaguaribe. A região sofre com os constantes conflitos entre matadores de aluguel – que caracteriza a chamada pistolagem ou crime de pistolagem no Nordeste. Em outubro, o iG mostrou o caso de dois vereadores do município de Jaguaretama – localizado na região – baleados quando deixavam a sede da Câmara Municipal.

Até 1986, quando ainda predominava o chamado “coronelismo” no Ceará, os crimes de pistolagem eram comuns para resolver as disputas políticas no interior do Estado. Essas ações deram fama a alguns matadores. Eles eram temidos - e também admirados - pela população.

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