Homem que jogou filho da ponte brigou pela guarda, diz ex-mulher

Antônia Barbosa afirma que ex-marido era pai "relapso" e que achou estranho quando ele insistiu em ficar com a criança

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Reproducao/Google Maps
Russas fica a 170 quilômetros de Fortaleza
O homem que confessou ter atirado o próprio filho de uma ponte no município de Russas (a 170 quilômetros de Fortaleza) brigou na justiça pela guarda da criança com a ex-mulher depois que eles se separaram. O menino tinha um ano e meio e morreu afogado no sábado (23). 

Leia também: Homem joga filho de ponte, se arrepende, pula na água, mas não salva criança

O agricultor Francisco André Lima, 27 anos, atirou o próprio filho da ponte de 20 metros de altura, se arrependeu, pulou em seguida para tentar salvá-lo, mas a criança acabou morrendo afogada. O pai foi preso em flagrante. Ele sofreu vários ferimentos e está internado em um hospital sob escolta policial.

Francisco André conseguiu a guarda do filho há um ano e dois meses, quando se separou de Antônia Catiane Cipriano Barbosa, 23 anos. “Antes, ele era um pai relapso. Não tinha interesse. Achei estranho que ele começou a brigar pela guarda”, contou a ex-mulher. Após a separação, Catiane passou a morar no município de Jaguaribe , a 150 quilômetros, e só via o filho uma vez por mês. De acordo com ela, o ex-marido mandava mensalmente o dinheiro para a viagem de visita.

Segundo Catiane, recentemente os dois não tiveram nenhuma discussão grave que pudesse levar o ex-marido a tomar aquela atitude - inclusive no dia em que a criança foi morta, quando a mãe foi visitar a criança.

Contudo, à polícia, Francisco André disse que “queria pôr um ponto final na relação entre os dois”. De acordo com o delegado Bruno de Souza Varela, logo em seguida ele entrou em contradição e declarou não saber por que jogou a criança. “Foi uma coisa de momento, não sei explicar”, afirmou.

A mãe da criança morta disse ainda que o ex-marido aparentava estar embriagado quando foi buscar a criança por volta das 8 horas do dia do crime. Ele levou o menino em uma bicicleta e disse que voltaria logo. Às 10 horas atirou o filho da ponte. “Nunca imaginava que ele seria capaz disso e não sei por qual motivo fez”, concluiu.

    Leia tudo sobre: cearárussascriançaviolência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG