Governo do Ceará não deposita salários de policiais em greve

Justiça do Estado decretou a paralisação ilegal. Sindicato recorreu e espera julgamento de recurso no Supremo

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Os policiais civis do Ceará, em greve desde o dia 02 de junho, não receberam os salários referentes ao mês em que ficaram paralisados. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (Sinpoci), 163 policiais receberam o contra-cheque referente ao mês de julho, mas não tiveram a remuneração depositada. O número se refere aos que foram identificados como grevistas.

O dinheiro do salário referente ao mês de julho deveria ter sido depositado na última sexta-feira (29). De acordo com o Secretário de Planejamento do Ceará, Eduardo Diogo, os salários serão desbloqueados quando os policiais voltarem ao trabalho.

A presidente do Sinpoci, Inês Romero, disse que a categoria vai entrar com mandado de segurança coletivo no Tribunal de Justiça do Ceará contra o bloqueio dos salários. O sindicato também ameaça paralisar 100% das atividades, em resposta à ação do governo do Ceará.

Ilegal

No terceiro dia de paralisação da polícia civil, o juiz Paulo de Tarso, da 6ª Vara da Fazenda, decretou que a greve é ilegal . A categoria manteve o movimento e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a competência para decidir sobre a greve é do Tribunal de Justiça do Ceará. Até agora, a Corte não se posicionou sobre o recurso.

Reivindicações

A polícia civil pede a remoção dos presos das celas das delegacias, reajuste salarial, melhores condições de trabalho, concurso público e convocação de aprovados no último certame. O salário-base da categoria é de R$ 2,1 mil. O Ceará conta com 1,8 mil policias civis entre escrivães, inspetores e peritos. Para se ter uma ideia, Pernambuco, que possui população semelhante ao Ceará, conta com sete mil policiais civis.

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