Governo do Ceará corta salário de policiais civis em greve

Cid Gomes afirma que paralisação requer "medidas rigorosas". Eles estão sem trabalhar desde 15 de outubro

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

O Governo do Ceará descontou parte do salário de pelos menos 190 policiais civis em greve. O Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci) diz que vai recorrer à Justiça contra a decisão. Os inspetores e escrivãos paralisaram as atividades no dia 15 de outubro pela segunda vez em menos de três meses.

Entenda o caso: Policiais civis voltam a fazer greve no Ceará

Um grupo de policiais civis realizou uma manifestação nesta terça-feira (29) durante a solenidade de inauguração de um presídio no município de Pacatuba, na região metropolitana de Fortaleza, com a presença do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Questionado pela imprensa sobre o protesto dos policiais que reclamavam dos descontos nos salários, Cid justificou a medida declarando que a greve “requer medidas rigorosas”.

A reportagem do iG teve acesso aos contra-cheques dos policiais civis que procuraram o sindicato se queixando do corte no vencimento. Os descontos por falta giram em torno de R$ 1 mil sobre salários de R$ 3 mil desses policiais. “Eles não faltaram. Nós fazemos greve, mas vamos todos os dias para as delegacias. É só checar o livro de freqüência desses policiais para saber que eles não faltaram”, disse ao iG a presidenta do Sinpoci, Inês Romero.

Os policiais entraram em greve pela primeira vez este ano no dia 2 de julho. A paralisação foi considerada ilegal pela Justiça e terminou no dia 3 de agosto. A categoria reivindica a redução da carga horária de oito para seis horas diárias e reajuste salarial. Eles querem o pagamento de um subsídio equivalente a cerca de 60% do valor do subsídio que os delegados de polícia recebem no Ceará. O salário-base da categoria é de R$ 2,1 mil

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