Fortaleza tem greve de professores, dentistas e enfermeiros

Serviços públicos da capital do Ceará estão paralisados. Categorias recusaram propostas da prefeita, Luizianne Lins

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Agência Assembleia Legislativa
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins
Dentistas, enfermeiros, agentes de saúde e professores estão em greve em Fortaleza. A paralisação dos professores da rede municipal completou um mês. Já os profissionais de saúde estão parados há três semanas. A principal reivindicação das categorias é por reajuste salarial.

Em torno de 90% dos 11.271 professores da rede municipal de ensino de Fortaleza aderiram à greve iniciada no dia 24 de abril. Segundo a diretora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, das 455 escolas municipais, 399 estão sem aula.

Os 230 mil alunos da rede municipal sofrem com o calendário escolar prejudicado desde 2008 por uma sequência de greves e paralisações. Com a greve atual deflagrada no final de abril, o ano letivo acabou adiado mais uma vez, sem data para começar.

Na assembleia realizada na última terça-feira (24), a categoria recusou a proposta encaminhada pela prefeita Luizianne Lins (PT) à Câmara Municipal de Fortaleza, equiparando o piso pago aos professores da rede municipal ao piso nacional do magistério.

A Secretaria de Administração Municipal (SAM) informou que os professores receberam um reajuste de 6,47% sobre o vencimento base em janeiro. Já o projeto enviado aos vereadores prevê reajuste de 18,35% para professores com ensino médio e 2% para os que têm nível superior. Além do Ceará, há paralisações no setor de educação de outros seis Estados brasileiros .

Na área de saúde, três categorias estão em greve em Fortaleza: dentistas e enfermeiros paralisaram no dia 9 de maio. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 18%. Nesta sexta-feira (27), os servidores da saúde vão realizar consulta odontologia, de pressão arterial, exame de glicemia e orientação para pacientes com suspeita de dengue na Praça do Ferreira, centro de Fortaleza, durante toda manhã.

Nesta quinta-feira, os agentes de saúde e endemias também decretaram greve. A categoria reclama do salário base de R$ 540. A greve dos agentes complica a situação de Fortaleza em relação aos casos de dengue. Segundo boletim mais recente do Ministério da Saúde, o Ceará é o estado do Nordeste com o maior número de casos de dengue. Dos 20 mil casos registrados no Ceará, metade foi na capital.

O Sindicato dos Agentes Sanitaristas reivindica R$ 620, mais ajuda de custo para alimentação. A proposta de R$ 600 oferecida pela Prefeitura de Fortaleza foi recusada. As condições de trabalho também são alvo de críticas. Muitos agentes se queixam de sequer possuírem farda para trabalhar.

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