Governador falou pela primeira vez sobre paralisação da polícia que esvaziou as ruas da capital cearense

Após 21 dias da greve dos PMs que fez o comércio de Fortaleza fechar, governador do Ceará falou pela primeira vez sobre o episódio e justificou seu “silêncio”. Cid Gomes (PSB) declarou na noite de ontem que o dia em que a paralisação dos policiais militares levou pânico a Fortaleza, fazendo o comércio da capital fechar as portas, foi “o mais longo de sua vida”.

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Governador empenhou-se em explicar silêncio diante do episódio
AE
Governador empenhou-se em explicar silêncio diante do episódio
A data em questão era a primeira terça-feira do ano, quando o Ceará enfrentou o quinto e último dia de greve na Polícia Militar, iniciada às vésperas da festa de réveillon. Cid Gomes contou que permaneceu em seu gabinete no Palácio da Abolição das 8 horas da manhã até o início da madrugada do dia seguinte, enquanto a população esvaziou as ruas, assustada com supostos arrastões que teriam acontecido em toda cidade. Segundo o governador, durante todo esse espaço de tempo, ele estava tentando “manter abertos os canais de comunicação”.

Em entrevista concedida à TV O Povo, de Fortaleza, - a primeira desde o episódio – Cid também tentou justificar o fato de não ter feito, até então, nenhuma declaração pública sobre a greve e suas consequências. “Em certas ocasiões se contribui mais tomando atitudes que tem de tomar, mas em silêncio”, afirmou ele.

Cid reconheceu falhas do governo na comunicação com a população que permitiram, na visão dele, a disseminação de boatos sobre uma onde de crimes em Fortaleza. “Nessa coisa de segurança você tem duas coisas muito claramente apartadas: a segurança e a sensação de segurança, que é algo fundamental. Naquele dia, a sensação foi a zero”, alegou.

Contudo, o governador ponderou que não lhe restou outra opção que não a de silenciar. “Eu só poderia ir a público dizer que a população tem segurança se estivesse seguro disso, e eu não estava seguro”, admitiu à emissora de televisão local.

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