Cid diz que pagou dívida com PT e afirma não aceitar imposição

Governador do Ceará afirma que sua sigla não é obrigada a aceitar o nome que o partido aliado quiser para concorrer em Fortaleza

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), afirmou nesta segunda-feira (29) que seu partido saldou a dívida política que tinha com o PT no Ceará e que por isso não se vê mais “obrigado” a manter a aliança entre as duas siglas nas eleições de 2012 em Fortaleza. Ele disse que o PT não pode “hegemonizar o poder”.

Para Cid Gomes, nas eleições municipais de 2008 o mais “natural” era apoiar a reeleição da aliada, a  prefeita Luizianne Lins (PT), em Fortaleza. Contudo, agora, com a dívida política paga, ele acredita que toda a base de sustentação do governo, composta por 14 partidos, deve ser ouvida. “Se alguém defende uma aliança, ele não pode querer hegemonizar o poder. Não pode querer ficar com tudo, com todas as posições”, ponderou Cid Gomes.

Quando questionado se tinha predileção pelo nome de seu secretário de governo Camilo Santana (PT) – nome ligado ao vice-líder de Dilma na Câmara Federal, José Nobre Guimarães – Cid se esquivou. “O que tenho dito é que, dependendo do nome, nós manteremos a aliança. Mas não estamos obrigados a apoiar. Eu desejo manter a aliança, mas vai depender do nome”, insistiu.

Há um mês, Luizianne Lins falou à reportagem do iG e mandou recado para seus aliados dizendo que iria dialogar com o governador do Ceará e presidente estadual do PSB, mas que não aceitaria a ingerência direta dele na escolha do candidato que irá encabeçar a chapa na disputa em Fortaleza.

A aliança entre PT e PSB começou em 2004, quando os socialistas – ainda sem os irmãos Ferreira Gomes – apoiaram a candidatura desacreditada de Luizianne à prefeitura. Na época, boa parte do PT - incluindo a direção nacional - apostou na candidatura derrotada de Inácio Arruda (PCdoB). Em 2008, as bodas foram renovadas com a reeleição da prefeita. Nesse meio tempo, em 2006, o PSB se beneficiou com a vitória do governador Cid Gomes e, em 2010, com sua reeleição folgada logo no primeiro turno – sempre com o apoio do PT.

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