Ao ser preso, dentista morde policial em Fortaleza

Dentista e o filho, moradores de um condomínio de luxo em Fortaleza, são suspeitos de receptação e adulteração de veículos no CE

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Quando descobriu que iria ser preso pela Polícia do Ceará, em flagrante, por receptação de um carro roubado e adulteração de veículos, Nelson Arantes Machado, 57, reagiu mordendo um policial civil. O fato aconteceu na manhã desta quinta-feira, 15, em Fortaleza. Ele e o filho são suspeitos de esconder, na garagem do condomínio de luxo onde são residentes, cinco automóveis e três motos.

A operação da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC) descobriu os carros e as motos escondidos na garagem do condomínio de alto padrão onde vivem, que fica na avenida Rui Barbosa, no bairro da Aldeota, área nobre da cidade.

Nelson Arantes Machado reagiu à prisão, mordeu a mão de um dos policiais e se identificou como advogado, médico e dentista, na esperança de ser poupado. No apartamento foi encontrado ainda carnês de financiamento e documentos de veículos, além de uma arma de fogo do tipo garrucha calibre 44.

O 'conjunto da obra' rendeu ao pai autuação em flagrante pelos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, desobediência, desacato, resistência à prisão e posse ilegal de arma. Nelson Arantes Machado Filho, 29, também foi preso em flagrante.

A Polícia chegou aos suspeitos depois que uma vítima denunciou a dupla. Segundo o titular da DRFVC, delegado Bruno de Figueredo, a vítima comprou do dentista um carro Fiat modelo Idea, atraído por um anúncio de jornal.

O comprador desconfiou de um golpe depois que deu R$ 12 mil como entrada, o tempo passou e o carnê para o pagamento das prestações do veículo não chegou.

A partir da denúncia, os policiais civis foram até o apartamento de Nelson e seu filho. Na garagem, veículos médios e de luxo. Havia um Tucson, um Astra, um Golf, um Punto e um Crossfox. O último, tomado de assalto em novembro de 2009 e, de acordo com a Polícia, estava adulterado.

Conhecido da Justiça

Nelson, o pai, já responde a sete processos por crimes de estelionato (nos anos de 1998, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009) e outro por receptação.

A reportagem do iG apurou que, entre os processos que Nelson responde por estelionato, há uma execução fiscal ajuizada pela Justiça Federal de Goiás, contra o acusado cobrando cinco anos de contribuições devidas ao Conselho Regional de Odontologia do Estado. Nelson possui registro profissional de cirurgião-dentista, mas exercia atividade de empresário, segundo ele.

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