Mil manifestantes se concentram em Fortaleza

Por Agência Estado |

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Protesto reivindica 10% do Produto Interno Bruto para a educação e condena os gastos do governo

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Cerca de mil manifestantes estão concentrados no Centro Cultural Dragão do Mar, na Praia de Iracema, em Fortaleza. De lá, eles pretendem sair para o canteiro de obras do Acquário Ceará, onde vaiarão por mais cinco minutos os gastos do governo do Estado. Do Acquário, os manifestantes seguirão para o Paço Municipal, onde tentarão ser recebidos pelo prefeito Roberto Cláudio (PSB).

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A maioria dos manifestantes é formado por estudantes que reivindicam 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. A polícia acompanha de longe a manifestação.

Este o quatro protesto realizado nesta semana em Fortaleza. O primeiro, na segunda-feira (17), reuniu 500 manifestantes, que seguiram da Praça da Gentilândia até o hotel onde estava hospedada a seleção brasileira.

A segunda, na terça-feira (19), no dia do jogo entre Brasil e México pela Copa das Confederações, reuniu 30 mil manifestantes do Movimento Mais Pão, Menos Circo.O terceiro, puxado na noite desta quinta-feira, 20, pelo Movimento Passe Livre (MPL), teve 5 mil participantes e terminou com vandalismo no Palácio da Abolição, sede do governo do Estado.

Nesta sexta-feira (21), o governador Cid Gomes (PSB) condenou a vandalismo, ao receber no palácio representantes dos manifestantes. O manifestante Gabriel Bonavides foi um dos que participaram do encontro com o Gomes.

"Falando com o presidente da Assembleia, deputado José Albuquerque (PSB), veio o prefeito, veio o Cid e se abriu o espaço para cem pessoas na Assembleia Legislativa que serão escolhidas pelos movimentos para conversar com o prefeito e o governador na próxima semana. Agora, os movimentos vão dialogar para que eles continuem gritando nas ruas, mas que converse também para que a gente torne realidade tudo aquilo que a gente reivindica", disse.

Os manifestantes estão a favor do Passe Livre, mas primeiro pedem a redução da tarifa do ônibus em Fortaleza para R$ 2,00 e a entrega imediata das carteiras de estudantes que venceram em abril. Bonavides disse que outras manifestações acontecerão. "O movimento não vai parar", anunciou.

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