Rebelião em presídio de Fortaleza deixa nove mortos

Por Agência Estado |

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Briga entre duas facções iniciada no Pavilhão I motivou rebelião; preso atearam fogo nos colchões

Agência Estado

Uma rebelião, na madrugada desta segunda-feira (11), na Casa de Privação Provisória de Liberdade de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, deixou nove presos mortos e 11 feridos. A Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará apurou que a rebelião começou nos primeiros minutos desta segunda-feira, quando duas facções rivais começaram a brigar no interior do presídio.

A rebelião aconteceu no Pavilhão 1, depois que um dos presos não respeitou o que eles chamam de regras da cadeia em relação a visitas, que acontecem aos domingos. A rebelião teria sido motivada pelo detento Carlos Pitombeira da Silva, que lesionou outros presos durante a visita de familiares, ferindo frontalmente a lei imposta pelos presos, que não permite brigas quando os visitantes estão no presídio. Um motim teria sido iniciado na madrugada desta segunda-feira, causando uma briga generalizada entre as duas facções rivais.

Homens do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar, agentes penitenciários e agentes do Grupo de Apoio Penitenciário foram chamados para separar a briga, mas encontraram resistência das facções, que tocaram fogo em colchões. Isso, segundo os peritos forenses, provocou a morte de nove detentos por queimaduras ou asfixia.

Dos 11 que saíram feridos, três foram liberados após atendimento no maior hospital de emergência de Fortaleza, o Instituto José Frota (IJF). Oito presos permanecem internados com queimaduras graves correndo risco de vida. Eles tiveram mais de 40% do corpo queimado, segundo o plantão do IJF.

Dos nove mortos, a Secretaria de Justiça identificou cinco: Antônio Maurício dos Santos Aguiar, Benedito Freitas Vieira, Jonathan de Oliveira Albuquerque, José Reinaldo de Lima e Paulo Roberto Pinto de Oliveira.

Carlos Pitombeira da Silva, que teria provocado a rebelião saiu ferido, e se encontra isolado no presídio. O clima é de tensão, mesmo com a rebelião tendo sido controlada no início da manhã desta segunda-feira.

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