Operação Esqueleto tinha objetivo de desarticular um grupo criminoso autor de uma série de homicídios na Paraíba

Agência Estado

Uma megaoperação que cumpriu 42 mandados de prisão em João Pessoa (PB), na manhã desta quarta-feira, conseguiu desarticular um grupo criminoso autor de uma série de homicídios, de acordo com a Polícia Civil. Foram expedidos 50 pedidos de prisão, sendo 17 deles dentro do Sistema Penitenciário. Os membros da facção conseguiam comandar, mesmo presos, o comércio ilegal de drogas, rebeliões em presídios, incêndios em ônibus e assassinatos na capital paraibana. A Operação Esqueleto foi conduzida pela Polícia Civil, mas contou com auxílio da Polícia Militar e Rodoviária Federal.

Esta foi uma das maiores operações realizadas pelas polícias estaduais, de acordo com as autoridades, após a Operação Hidra, em Patos, a 307 km da capital do Estado. A Hidra também desarticulou criminosos que atuavam dentro de presídios. A ação realizada nesta quarta-feira originou-se de investigações realizadas pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) e os mandados foram expedidos na 5ª Vara da Comarca de Santa Rita.

Entre os presos, que tem idades entre 19 e 55 anos, há sete mulheres. Um dos criminosos, Anilton de Oliveira Ribeiro, conhecido como 'Nenca', é apontado pela polícia como um dos principais integrantes da facção. Nenca responde acusações de seis assassinatos e, segundo a polícia, era responsável pelas execuções articuladas pelo grupo. Um sargento da PM também acabou identificado e detido. Ele auxiliava na proteção do grupo. Além das prisões, foram apreendidas armas, munições e aproximadamente um quilo de crack.

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