A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) liberou na segunda-feira (28) mais 180 apartamentos para as famílias afetadas pelos alagamentos no Jardim Romano, na zona leste de São Paulo.


Segundo a CDHU, os apartamentos do Conjunto Habitacional Portal da Serra, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, já estão prontos e as famílias indicadas pela Prefeitura poderão se mudar ainda esta semana.

AE
Agentes da Defesa Civil ajudam os moradores do Jardim Romano (28/12)

Outros 60 apartamentos devem estar concluídos e disponibilizados aos moradores no início de janeiro, de acordo com a CDHU. Na semana passada, a empresa disponibilizou os 100 apartamentos do Conjunto Habitacional Safira.

Além da liberação desses 340 imóveis, em caráter de urgência, o Governo do Estado vai construir 2.500 moradias para atender famílias da região.

Novas enchentes

Ontem, o bairro sofreu com os piores alagamentos desde as chuvas do dia 8 de dezembro. Técnicos da Prefeitura afirmam que não há soluções emergenciais para o Jardim Romano até o fim dos temporais de verão.

"Remover os moradores das áreas de risco é a solução definitiva para a região. Enquanto isso, vamos intensificar a limpeza dos bueiros e das galerias. Mas não há nada que se possa fazer para que o bairro não alague mais", diz o subprefeito de São Miguel, Milton Persoli.

A região voltou a sofrer com os alagamentos em decorrência das fortes chuvas de domingo. Após menos de uma semana de trégua (e seca), as ruas do Jardim Romano se tornaram mais uma vez uma lagoa, transitáveis apenas de bote. Como no primeiro alagamento, não é possível utilizar agora caminhões com bombas, porque a água das ruas está no mesmo nível do rio e o solo encharcado não absorveria o excesso.

Para evitar que o Tietê continuem invadindo o Jardim Romano, a Prefeitura chegou a considerar a construção de um dique ou uma mega bomba de R$ 150 milhões. Outras propostas, como erguer o nível de ruas que atualmente estão abaixo do rio, como a Capachós, também estão sendo avaliadas. No entanto, todas apresentam entraves técnicos.

A única saída para o bairro, segundo a Prefeitura, será a remoção de até 3 mil famílias e de todo o entulho nas margens do rio para a implantação de um parque linear, que vai atenuar o efeito das chuvas. O processo deve começar em março - até lá, as enchentes vão continuar.

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