Cavaco Silva ratifica o acordo ortográfico da língua portuguesa

Lisboa, 21 jul (EFE) - O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, promulgou o acordo ortográfico da língua portuguesa, ratificado no Parlamento do país em maio, informaram hoje à Agência Efe fontes da Presidência.

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O acordo ortográfico da língua portuguesa unifica as modalidades do idioma e as diferenças existentes nos países que o falam, principalmente entre Brasil e Portugal.

O pacto gerou protestos de várias personalidades e intelectuais portugueses.

O segundo protocolo do acordo ortográfico, cuja ratificação era essencial para que o tratado entrasse em vigor, foi aprovado no Parlamento com os votos a favor dos principais grupos parlamentares, mas com rejeições significativas, como a do poeta e ex-candidato à Presidência Manuel Alegre.

Cavaco Silva promulgou a norma apesar de um grupo de personalidades da cultura ter lhe entregado um manifesto contra com 45 mil assinaturas e nove relatórios de especialistas.

A ratificação foi feita na mesma semana na qual Lisboa acolhe a 7ª Cúpula da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada entre 24 e 25 de julho e que terá como tema principal a aprovação de medidas para impulsionar o idioma comum dos oito países-membros.

Neste encontro, os chefes de Estado e do Governo das nações da CPLP pretendem reforçar o português por meio de uma maior coordenação de esforços para promover o idioma e consolidá-lo em nível nacional e internacional.

Mas a nova norma tem dividido Portugal, onde um setor da sociedade entende que foram feitas muitas concessões à variante brasileira do português devido ao grande número de falantes da língua no país.

Por outro lado, muitas personalidades e autoridades defendem em Lisboa que a nova norma contribui à afirmação em nível internacional da língua portuguesa e coloca fim ao uso de várias ortografias de um mesmo idioma.

O protocolo, assinado na 5ª Cúpula dos chefes de Estado e do Governo da CPLP, em São Tomé e Príncipe, pretende unificar o uso do português em todas as nações lusófonas.

O segundo protocolo ratificado por Cavaco Silva, e que modifica o acordo ortográfico inicial da língua portuguesa, prevê um prazo de transição de seis anos para a plena aplicação do tratado. EFE abm/db

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