Causa da morte de sul-africano, febre maculosa tem diagnóstico difícil

A febre maculosa, diagnosticada ontem pela equipe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como causa da morte do sul-africano de 53 anos, ocorrida no último dia 2, é uma doença de detecção difícil. De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas são parecidos com outras doenças infecciosas febris, como dores de cabeça, dores musculares, febre alta, mal-estar, náuseas e vômitos.

Agência Estado |

Pode ocorrer ainda hemorragia.

Os pesquisadores ainda vão realizar um teste molecular para identificar qual espécie foi responsável pelo óbito. A informação será repassada à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A febre maculosa pode ser causada por bactérias do gênero Rickettsia, existindo mais 20 espécies causadoras da doença. A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda, que pode causar desde formas assintomáticas até formas graves, com elevada taxa de letalidade.

O homem pode contrair a doença exclusivamente por carrapato infectado. No Brasil, o principal reservatório da Rickettsia rickettsii é o carrapato da espécie Amblyomma cajennense , conhecido como carrapato-estrela. Não há risco de transmissão pessoa a pessoa, segundo informou o ministério. Para que a infecção ocorra, o carrapato precisa ficar aderido à pele de 4h a 6 horas. A transmissão da doença também pode ocorrer com o esmagamento do carrapato, se houver lesões na pele. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, que em geral dura 18 meses.

No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 1929. De 1997 a 2008, foram registrados 641 casos confirmados no País. Em 2007 e 2008, houve 136 casos, sobretudo em Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. Nestes dois últimos anos, o Rio de Janeiro registrou 17 casos.

AE

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