Catarata é mais comum em mulher, diz pesquisa

Levantamento feito no Brasil revelou maior prevalência da catarata entre mulheres do que em homens. Segundo a pesquisa, realizada pelo Healthy Sight Institute, 60% das 409 mulheres e 40% dos 598 homens ouvidos apresentaram a doença, que pode levar à cegueira caso não seja tratada.

Agência Estado |

O estudo também perguntou aos entrevistados se tinham ou tiveram algum outro problema visual (como miopia ou estigmatismo). Responderam “sim” 57% das mulheres e 47% dos homens.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Prevenção à Cegueira da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Denise Fornazari, hipóteses explicam a maior prevalência entre elas: a primeira são fatores hormonais. Quedas nos níveis de estrogênio e testosterona podem levar, por exemplo, à síndrome do olho seco (diminuição da produção de lágrima). “A menopausa e uso de contraceptivos deixam a mulher mais suscetível.” Independentemente do sexo, Denise diz que alguns fatores de risco podem aumentar o risco de cataratas: tabagismo, carências nutricionais, exposição aos raios ultravioleta e diabetes.

Segundo o chefe do setor de Oftalmologia do Hospital Beneficência Portuguesa, Arnaldo Napoleone Gesuele, não existem fatores de risco que predisponham à catarata. O que há seriam fatores hereditários e a influência de doenças como diabetes. “Não existe tratamento para evitar ou prevenir a doença.” A maior prevalência entre mulheres seria explicada pela maior expectativa de vida entre elas, diz Gesuele.

A catarata ocorre com o envelhecimento. À medida que os anos passam o cristalino (a “lente” dos olhos) se torna opaco, provocando dificuldades para enxergar. Por isso o problema é mais comum a partir doe 55 anos. Para corrigir o problema, só com cirurgia. “Pessoas com mais de 55 anos devem fazer exames oftalmológicos uma vez por ano para detectar o problema.” As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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