Cassol pede CSS para preservação ambiental

BRASÍLIA - Os governadores do Mato Grosso, Blairo Maggi, e de Rondônia, Ivo Cassol, divergiram nesta quinta-feira, 19, em depoimentos na Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, sobre as fontes de financiamento de ações de preservação ambiental. Cassol defendeu a criação de um imposto específico para esse fim, nos moldes da Contribuição Social para a Saúde (CSS), em discussão na Câmara.

Agência Estado |

Maggi se opôs à sugestão, propondo a captação de recursos de instituições internacionais ligadas ao meio ambiente.

O governador do Mato Grosso assegurou que o desmatamento no Estado está sendo reduzido, ao contrário do que informam os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo Maggi, um dos maiores produtores individuais de soja do mundo, apenas 7,8% do território do Mato Grosso é usado na produção de grãos. Voltou a criticar a resolução do Conselho Monetário Nacional que proíbe a concessão de crédito oficial a produtores rurais que desmataram a propriedade, afirmando que ignora uma situação de fato.

Em seu depoimento, o governador de Rondônia criticou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), acusando o órgão de estimular invasões de terras em Rondônia. Ivo Cassol e Blairo Maggi falaram para um plenário esvaziado na Comissão de Meio Ambiente, no qual o único ambientalista presente, e por pouco tempo, foi o deputado Sarney Filho (PV-MA), ministro do Meio Ambiente no governo Fernando Henrique Cardoso. Meia dúzia de deputados, todos da bancada ruralista, assistiu aos depoimentos dos dois governadores.

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