Cassol diz que filho foi usado por empresários

O governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), afirmou hoje que o filho dele Ivo Júnior Cassol foi usado pelos empresários denunciados na Operação Titanic para atingi-lo. De acordo com Ivo Cassol, os empresários tinham a intenção de instalar uma montadora de carros em Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia.

Agência Estado |

A operação investiga um esquema de fraudes na importação de carros de luxo e eletroeletrônicos pela empresa TAG, sediada no Estado e com filial no Espírito Santo.

Ele afirmou que Júnior Cassol conheceu os outros acusados num evento de Fórmula 1, em São Paulo. Depois deste primeiro contato, os empresários convidaram o filho de Ivo Cassol para conhecer o empreendimento deles no Espírito Santo, e ele aceitou. Depois, os envolvidos procuraram-no em Rolim de Moura para, supostamente, tentar usar a influência dele com o objetivo de desbloquear os incentivos fiscais da empresa TAG. A TAG funciona em Porto Velho, numa sala comercial no centro da capital roraimense, e é beneficiada com um programa de incentivos. A empresa estava com os incentivos bloqueados, mas o governador de Roraima não soube dizer o motivo desse bloqueio. Segundo Ivo Cassol, outras 14 empresas também recebem esses estímulos no Estado.

Sabendo que Júnior Cassol é filho do governador, os empresários teriam tentado negociar a liberação destes benefícios em troca do barateamento do preço de um automóvel, o que foi recusado, segundo o governador. Conforme Ivo Cassol, o outro encontro com os empresários foi durante um almoço numa churrascaria do Rio, quando o filho dele pretendia comprar um veículo importado. Em 2003, um acidente destruiu uma Pajero Full, que era de Júnior Cassol, que estava na lista de compradores de uma Cherokee, que não foi paga nem entregue.

Ivo Cassol disse estar convicto da inocência do filho e que pretende tomar providências para restaurar a imagem dele. "A gente que é inocente é que tem de provar a inocência", lamentou. Além disso, o governador afirmou que continuará a incentivar empresas que queiram se instalar em Rondônia. "Só não compro mais carro importado", satirizou.

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