O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, defendeu hoje o diálogo com os movimentos sociais, considerando um exagerando a idéia de usar o Exército para desocupar áreas invadidas, como a da Hidrelétrica do Xingó (SE), no São Francisco, e da ferrovia da Vale, em Carajás (PA). Eu prefiro esgotar todas as tentativas de negociação, disse o ministro, num contraponto à idéia defendida ontem pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Em relação à reforma agrária, o ministro disse que em toda a história do País foram assentadas 970 mil famílias e que, deste total, 450 mil foram assentadas nos últimos cinco anos, ou seja, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Só no primeiro mandato de Lula, foram destinados 38 mil hectares de terra para assentamento. "Não há como negar que estamos avançando muito em termos de reforma agrária", disse.

Segundo o ministro, um dos desafios do governo é incluir os sem-terra no sistema produtivo. Ele disse que o censo agropecuário, que está sendo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e será divulgado no segundo semestre, vai mostrar o aumento no número de produtores rurais, a diminuição no número de propriedades rurais e o aumento de 7% na renda do campo em 2007, crescimento superior ao verificado em outras atividades. Segundo ele, os dados são preliminares.

O ministro não quis comentar as últimas ações dos movimentos sociais, que invadiram propriedades e usinas. "As pessoas são responsáveis pelo que fazem, mas não cabe a mim emitir juízo sobre as últimas invasões", disse Cassel.

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