Casos suspeitos de nova gripe passam a 28 no país

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os casos considerados suspeitos da gripe H1N1 no Brasil passaram de 25 para 28, mas o número de pacientes sendo monitorados pelo Ministério da Saúde caiu de 36 para 20, informou o ministério nesta terça-feira. De acordo com boletim do Ministério da Saúde, outros 73 casos foram descartados para a doença, que ficou conhecida como gripe suína e já tem mais de 1.200 casos confirmados em 21 países, sendo Portugal o mais recente deles.

Reuters |

Os 28 casos suspeitos no Brasil estão nos Estados de São Paulo (12), Minas Gerais (3), Distrito Federal (2), Rio de Janeiro (2), Santa Catarina (2), Tocantins (2), Goiás (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraíba (1), Pernambuco (1) e Rondônia (1).

As outras 28 pessoas sendo monitoradas estão em 20 Estados, informou o ministério.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, enviou nesta terça-feira um carta a médicos de todo o país para mantê-los devidamente informados sobre a nova gripe.

De acordo com comunicado do ministério, Temporão quer "tranquilizar o brasileiro e evitar o pânico desnecessário".

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde pediu ao governo a liberação de uma verba adicional de 141 milhões de reais para intensificar as ações contra a influenza A (H1N1).

O Grupo Executivo Interministerial que acompanha a situação da gripe no Brasil e no mundo aprovou a solicitação dos recursos, que devem ser liberados por meio de Medida Provisória a ser editada pelo governo ainda nesta semana.

O Gabinete Permanente de Emergências do ministério alterou na última sexta-feira, 1o de maio, a definição de caso suspeito e em monitoramento, a fim de ampliar a vigilância da circulação do vírus no país.

De acordo com a nova classificação, são consideradas suspeitas de ter a doença pessoas provenientes de qualquer área dos países com confirmação de casos que apresentem sintomas da gripe H1N1 ou que tenham tido contato próximo com pessoas infectadas.

Além disso, passaram a ser monitoradas todas as pessoas que tenham chegado ao Brasil em voos internacionais nos últimos dez dias e que estejam com sintomas compatíveis com o quadro da doença --independentemente da origem do voo.

(Por Pedro Fonseca)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG