O número de novos casos de aids na população de São Paulo mantém tendência de queda. Esta foi uma das principais conclusões do Boletim Epidemiológico de Aids, HIV/DST e Hepatites B e C do Município de São Paulo, elaborado pelo Programa Municipal de DST/Aids e pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Os dados do boletim são de 2007 e fazem uma radiografia da doença na capital paulista.

Entre os pontos abordados estão a razão no número de casos entre homens e mulheres e a distribuição entre as diferentes faixas etárias. Em São Paulo, há acesso a consultas, exames e medicamentos gratuitos na rede pública municipal.

De acordo com a pesquisa, a tendência de diminuição do coeficiente de incidência (o número de casos novos de aids por 100 mil habitantes) se mantém, sobretudo no sexo masculino. A razão sexo permanece em 2/1 (dois casos de aids em homem para cada um caso em mulher) desde 1997.

Além disso, o predomínio de casos da doença persiste, proporcionalmente, na faixa etária de 20 a 49 anos de idade. Nos indivíduos com 60 anos ou mais, há uma discreta tendência de aumento, em especial no sexo feminino.

Em 2007, dados preliminares mostraram a estabilização na proporção de casos homossexuais e aumento na proporção de casos de heterossexuais em relação a 2006. Os números destas categorias de exposição devem ser acompanhados para verificar se esta tendência será confirmada. No município de São Paulo, ocorreram 35.076 óbitos de indivíduos portadores do HIV desde o início da epidemia, em 1980, até setembro do ano passado, sendo 27.253 óbitos em homens e 7.823 em mulheres.

Desde 1996, com a utilização da terapia anti-retroviral de alta potência, a aids vem caindo na classificação das principais causas de morte na cidade de São Paulo. Naquele ano, encontrava-se em quinto lugar, passando à 13ª posição em 2006 e à 17ª em 2007. O coeficiente de mortalidade vem se mantendo mais alto nas faixas etárias de 20 anos a 49 anos e 50 anos a 59 anos.

Paulo R. Zulino

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