Caso Varig: Dilma não cometeu irregularidade, diz Genro

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que o depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, no Senado, deixou clara a falta de indícios de irregularidade na venda da Varig, que envolveriam a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Da síntese do depoimento, tirando comentários apaixonados ou com ressentimentos, mostrou-se que o que houve foi um esforço do governo para solucionar um problema (a venda da companhia aérea), disse o ministro.

Agência Estado |

"O governo não cometeu nenhuma ilegalidade e a ministra Dilma não sofreu nenhuma acusação de ter interferido diretamente no negócio."

Para Genro, a ministra "operou uma solução legal, política e constitucional" para a questão e conversou com conselheiros. "Uma Casa Civil que não conversa com integrantes de uma agência do governo é incompetente", disse. Denise depôs ontem aos parlamentares da Comissão de Infra-Estrutura do Senado sobre as denúncias de que Dilma teria favorecido o fundo americano Matlin Patterson na venda da Varig, em 2006 e 2007.

No depoimento, a ex-diretora da Anac negou que tenha recebido ordens expressas de Dilma para agilizar o processo de venda da companhia, mas disse ter sofrido pressões do governo. Genro falou sobre o caso em entrevista depois de participar de um painel sobre segurança na internet, no Congresso Internacional de Automação Bancária (Ciab) 2008, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG