PARIS ¿ O ministro francês da Cultura, Frederic Mitterrand, afirmou nesta quinta-feira que tem a obrigação de defender os artistas, em uma referência a sua primeira reação à prisão na Suíça do cineasta franco-polonês Roman Polanski, acusado nos Estados Unidos de um crime sexual cometido há 30 anos.

No domingo passado, Mitterrand considerou "absolutamente espantoso" que Polanski tenha sido detido por "uma antiga história que não tem realmente sentido".

"O trabalho de um ministro da Cultura é defender os artistas na França. Ponto final", respondeu Mitterrand ao ser questionado se seu apoio veemente a Polanski não era despropositado.

"Sobre o que aconteceu há 30 anos, não faço nenhum juízo", disse o ministro da Cultura em uma entrevista em seu ministério, antes de reconhecer que "o fato é grave, sim", ao falar da acusação contra o cineasta que vive na França desde os anos 70.

Polanski, 76 anos, foi detido no sábado ao desembarcar na Suíça a pedido da justiça dps Estados Unidos, que o acusa de ter mantido "relações sexuais ilegais" com uma adolescente de 13 anos em Los Angeles em 1977.

"Ser uk grande cineasta ou uma celebridade não o coloca acima das leis, mas tampouco abaixo das leis", declarou Mitterrand, que lamentou o "linchamento midiático a que Roman Polanski foi submetido há 30 anos de uma maneira absolutamente alucinante".

"Roman Polanski tem direitos, assim como sua família, como cidadão francês e por ser um imenso creador artístico, a solidariedade e a compaixão do ministro da Cultura francês", completou Mitterrand.

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