Caso Isabella: vizinha depõe e diz que não ouviu briga

A polícia de São Paulo ouviu neste domingo um depoimento que pode ajudar na investigação da morte de Isabella Nardoni, 5 anos. Ontem à tarde, uma moradora do 4º andar do Edifício London, na zona norte da cidade, onde ocorreu a tragédia, chegou ao 9º DP (Carandiru) para prestar esclarecimentos.

Redação com Agência Estado |

A testemunha passou três horas na delegacia e saiu acompanhada de um homem. Eu não ouvi briga nenhuma. Estava na rua, cheguei depois, disse aos jornalistas.

Ontem a delegada Renata Pontes, que investiga o caso, esperava ouvir cinco pessoas, mas até as 20 horas somente a vizinha havia ido à delegacia. Até agora, 49 pessoas prestaram depoimento.

A expectativa é que hoje a delegada receba mais testemunhas encaminhadas pela defesa do casal, que na última semana entregou uma lista com mais de 20 nomes.

Nessa relação, estão amigos de Cristiane Nardoni, tia de Isabella. A polícia também espera receber nesta semana os laudos que apontarão as causas da morte e os resultados de outros exames feitos na cena do crime. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Saída da prisão

Anna Carolina deixou o 89º Distrito Policial (DP), localizado no Portal do Morumbi, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h30 desta sexta-feira. Ela estava presa desde a última quinta-feira, dia 3, por suspeita de envolvimento na morte de Isabella.

A saída de Anna Carolina foi marcada por protestos de um pequeno grupo que estava em frente à delegacia. Logo depois foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito.

Segundo informações da polícia, Anna Carolina soube da decisão da Justiça pela televisão ainda quando estava na cela. Ela teria chorado muito.

Também sob protestos e muita confusão, Alexandre Nardoni, de 29 anos, pai de Isabella e que estava detido no 77º Distrito Policial (DP), localizado no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, foi solto por volta das 14h35 ( leia mais aqui ). Para TJ, pai e madrasta não atrapalham investigação.

O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, argumentou em sua decisão que Nardoni e Anna Carolina não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.

Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.

No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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