Caso Isabella: testemunhas apontam falha na segurança

Um jornalista que cobriu o caso do assassinato da menina Isabella de Oliveira Nardoni, amigos da família Nardoni e dois corretores que vendiam apartamentos no Residencial London, onde a criança foi morta, prestaram depoimento hoje sobre a segurança do condomínio. Ao juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Fossen, eles falaram sobre o suposto arrombamento de uma casa nos fundos do Residencial London, um molho de chaves perdido por Anna Carolina Jatobá, o relacionamento entre a família e a segurança no edifício.

Agência Estado |

Sete testemunhas indicadas pela defesa dos acusados Alexandre Nardoni e Anna Carolina, pai e madrasta de Isabella, já foram ouvidos hoje pela Justiça. A audiência prossegue com os depoimentos de outras nove pessoas. O jornalista Rogério Pagnan, que escreveu uma reportagem sobre o arrombamento, contou ao juiz que um pedreiro chamado Gabriel relatou a ele que encontrara o portão da casa, localizada nos fundos do prédio, arrombado e aberto no dia seguinte à morte de Isabella.

Nathalia Domingos Severino, amiga de infância de Christiane Nardoni (irmã de Alexandre) e estagiária do escritório de advocacia de Antônio Nardoni (pai de Alexandre), disse que estava com Christiane em um bar na noite da morte de Isabella. Segundo Nathalia, a irmã do acusado recebeu um telefonema, mas não conseguiu ouvir o que diziam. As duas foram para o banheiro e só conseguiram entender que algo grave acontecera com Isabella. Saíram do bar e foram para o prédio em que Alexandre e Anna Carolina moravam. O namorado e o irmão de Nathalia endossaram esse relato em seus depoimentos.

Nathalia falou ainda sobre um pedreiro chamado Vando, que trabalhava em sua casa e prestava serviços no London. A última vez que ela o viu foi na manhã do dia em que Isabella morreu. Na ocasião, Vando teria dito que iria ao "prédio dos Nardoni levar umas chaves". A amiga contou também que Anna Carolina perdeu as chaves de seu apartamento em fevereiro, depois de uma carona que pegou com Nathalia. Elas procuraram pelo molho no carro, mas não o encontraram.

Uma tia de Alexandre, Fernanda Oliveira Moura, disse à Justiça que esteve com Christiane no apartamento do sobrinho de madrugada, depois da morte de Isabella. Segundo ela, as duas apenas apagaram as luzes e não repararam qualquer desordem na casa. Fernanda disse que nunca soube ou presenciou cenas de ciúmes entre o casal ou de violência deles com os filhos. Ela classificou Anna Carolina Jatobá como uma mãe "carinhosa e atenciosa".

Corretores

José Renato Sobral e Joana Selma, corretores que estiveram no Residencial London com um cliente no dia em que Isabella foi morta, falaram à Justiça sobre supostas falhas na segurança do prédio. Os dois já conheciam Antônio Nardoni, pois haviam vendido um imóvel dele na zona norte de São Paulo. Joana contou que foi convidada a depor no caso por Antônio, no dia do enterro de Isabella.

Eles disseram que a segurança no London estava aquém da de outros prédios em que trabalharam. Relataram que o porteiro não pediu para ver a carteira de identidade deles para permitir a entrada e que havia apartamentos abertos no condomínio.

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