Caso Isabella: reconstituição terá reforço de 100 agentes

Cem policiais militares e civis, incluindo homens do Grupo de Operações Especiais (GOE), farão no domingo o policiamento no entorno da Rua Santa Leocádia, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, para a reconstituição do assassinato da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. A criança foi estrangulada e jogada do sexto andar do Edifício London, onde moram Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, além de dois filhos do casal.

Agência Estado |

O reforço no policiamento será ainda maior caso o casal indiciado pelo crime confirme participação na reconstituição. "Vamos agir para dar o máximo de condições de trabalho aos policiais", afirma o delegado da 4ª Seccional Norte, César Camargo, que reuniu-se hoje com síndicos e subsíndicos de cinco prédios da rua para acertar detalhes operacionais da reconstituição. Os advogados de defesa do casal ainda não decidiram se Alexandre e Anna Carolina estarão presentes.

A quadra do Edifício London será isolada entre a Avenida General Ataliba Leonel e a Rua Mandaguari. A imprensa terá um espaço reservado, e cercado, em frente ao prédio, a cinco metros da entrada. Os populares ficarão fora da quadra isolada, a cerca de 100 metros do edifício. Camargo diz que a intenção é inibir até mesmo ruídos que possam atrapalhar a reconstituição. "É preciso silêncio para refazer cada etapa do que aconteceu naquela noite", diz Camargo.

Segundo o delegado, alguns moradores pensam em sair do prédio no dia da reconstituição. "Apesar de poucas pessoas viverem no edifício, algumas famílias já deixaram ou pretendem deixar o local para evitar incômodos", afirma Camargo. A polícia orientou os moradores que decidirem permanecer no prédio a não sair de seus apartamentos até o fim da reconstituição. "Eles demonstraram boa-vontade. Todos querem que a situação seja resolvida logo."

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