Caso Isabella: reconstituição será domingo, diz promotor

Acontece neste domingo a reconstituição da morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, jogada do 6º andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo, no dia 29. A informação é do promotor de Justiça que acompanha o caso, Francisco Cembranelli.

Agência Estado |

Para ele, a reconstituição é uma etapa fundamental para a conclusão do inquérito policial. "Seria prematuro finalizar o inquérito hoje, com oitivas agendadas para amanhã e uma reconstituição marcada para o próximo final de semana", afirmou. "Queremos que o inquérito seja concluído com todos os elementos possíveis de serem conquistados."

Amanhã às 16 horas serão ouvidos no 9º Distrito Policial (DP), no Carandiru, também na zona norte, o avô de Isabella, Antônio Nardoni, e a tia da menina, Cristiane Nardoni. Foram confirmados ainda pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), para às 14 horas, depoimentos de um casal vizinho de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, do Edifício London.

As quatro testemunhas foram classificadas hoje como "imprescindíveis" pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galiano. O fato de a polícia ainda não tê-las ouvido pesou na decisão de cancelar a conclusão do inquérito, prevista para hoje. "Essas quatro pessoas são imprescindíveis para que possamos fazer um relatório bem substanciado e concluir o inquérito", afirmou. "A Polícia não vai receber uma cota do Ministério Público (MP) e deixar de tomar uma providência."

Prazo

Na segunda-feira termina o prazo de 30 dias para que a polícia conclua as investigações e entregue o relatório final para a promotoria. A partir daí, Cembranelli terá 15 dias para avaliar se encaminha denúncia à Justiça, mas já avisa: "Usarei bem menos tempo que isso para dar meu posicionamento." A polícia pode pedir prorrogação do prazo para entrega do inquérito por 30 dias. Galiano não descarta a possibilidade. "O adiamento não está nos nossos planos, mas pode acontecer", afirmou.

Apesar de esperar receber o relatório final na segunda-feira, Cembranelli concorda que é necessária "tranqüilidade" no fechamento das conclusões da polícia. "Não há porque finalizar o inquérito de maneira precipitada", disse. "Não há nenhuma pressa."

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