Caso Isabella: madrasta divide cela com infanticidas

Desde que chegou à Penitenciaria Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo, Anna Carolina Jatobá, acusada de participar da morte da enteada Isabella Nardoni, há um ano, se aproximou das presas evangélicas para ser protegida. A orientação partiu da direção do presídio, como é feito com todas as detentas que chegam lá acusadas de crimes hediondos. E foi o que ela fez.

Agência Estado |

Anna Jatobá tem bom comportamento na opinião dos funcionários e até hoje usa a aliança de casamento. Algumas presas ainda não gostam dela e não aceitam o crime, mas a maioria das detentas cometeu homicídio contra filhos ou pais. Prova disso são as companheiras dela. Jatobá divide a cela com outras oito presas. Todas acusadas de infanticídio.

Depois de ficar 45 dias em uma cela separada das outras, começou a frequentar os cultos religiosos às quartas e sábados e ganhou a amizade e a proteção da maioria das cerca de 150 detentas.

Transferida para o interior de São Paulo no início de maio de 2008, Anna Jatobá hoje trabalha nas oficinas da Funap (Fundação Manoel Pedro Pimentel), que produzem roupas. Ela ainda não é costureira, mas ajuda na produção de roupas por cerca de oito horas diárias. Na penitenciária feminina, que fica no centro da pequena cidade, a madrasta acorda antes das 6h30 para tomar café, servido até as 7 horas. Meia hora depois, vai para a oficina, com o uniforme branco e amarelo, igual para todas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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