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Caso Isabella: defesa de casal vai montar laudo paralelo

A defesa de Alexandre Nardoni, de 29 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 24, vai contratar peritos para fazer um parecer técnico sobre os laudos apresentados pelos Institutos de Criminalística (IC) e Médico-Legal (IML) sobre a morte da menina Isabella Nardoni. A intenção dos advogados é montar um laudo alternativo para provar a inocência do casal e a fragilidade da acusação.

Agência Estado |

 

Em vez de ficar negando os laudos, vamos contratar profissionais para analisá-los e apontar as inconsistências, diz Marco Polo Levorin, principal advogado da defesa.

Levorin afirma que tem como provar a tese de que uma terceira pessoa assassinou Isabella. A menina de 5 anos foi jogada do 6º andar do Edifício Residencial London em 29 de março. O pai e a madrasta de Isabella foram indiciados pelo crime no dia 18.

Os laudos são favoráveis, diz. Há muitos fatores e informações que ainda não vazaram para a imprensa e ajudam a provar a inocência do casal. Falaremos no momento apropriado. Posso dizer que os laudos apresentam aspectos importantes para a defesa, e o conjunto probatório é frágil. A defesa também alega que a polícia usou erroneamente dados do laudo do IC.

Ontem, os outros dois advogados de defesa, Ricardo Martins e Rogério Neres de Sousa, foram ao 9º DP para pegar cópias do inquérito. Os dois afirmaram que Alexandre e Anna Carolina nunca cogitaram fugir do País - o Ministério Público havia sido informado de que a rede de hotéis Vila Galé checou informações sobre crédito financeiro do pai de Isabella. A rede tem 14 hotéis em Portugal e 3 no Nordeste. Por isso, a polícia suspeita que Alexandre e Anna Carolina possam ter intenção de viajar. O casal não pretende fugir, afirmou Martins. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Entrega do inquérito

O promotor Francisco Cembranelli afirmou ter recebido uma ligação da delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes, afirmando que o inquérito será entregue nesta quarta-feira ao Ministério Público (MP). A prisão preventiva do pai e da madrasta deve ser apresentada junto com a conclusão do inquérito, também nesta quarta, segundo Cembranelli.

De acordo com o promotor, a entrega estava prevista para esta terça-feira, mas a delegada disse que não teve tempo para concluir o relatório final.

Segundo a SSP, o relatório narra a história das investigações, uma espécie de conclusão do inquérito, que está sendo redigida pela delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes.

O caso

AE
Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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