Caso Isabella: conclusão do IML foi unânime, diz legista

O legista do Instituto Médico Legal (IML) Paulo Sérgio Alves disse hoje, em depoimento sobre a morte da menina Isabella Nardoni, que a conclusão dos peritos do órgão sobre o caso foi unânime. A declaração foi uma resposta ao questionamento da defesa do casal acusado pelo crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, sobre se era comum haver divergência entre os peritos.

Agência Estado |

Alves foi a terceira testemunha de acusação a depor no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, ao juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Fossen.

O legista também afirmou que a perícia descartou a possibilidade de a asfixia na criança ter sido causada pela queda do sexto andar do Edifício London, como afirmou o médico-legista contratado pela defesa do casal George Sanguinetti, após reconstituição do crime, na quinta-feira. Alves disse no depoimento que é possível, ao contrário do que afirmou Sanguinetti, não haver lesões internas e externas em caso de esganadura.

Ao juiz, Alves ainda contestou a hipótese levantada Sanguinetti de que algumas lesões no corpo de Isabella teriam sido causadas pela equipe de resgate quando tentou reanimar a menina, após a queda. Segundo o legista do IML, a criança já estava morta quando o resgate chegou. O depoimento de Alves durou cerca de 1h30.

Instituto de Criminalística

Ainda hoje, prestou depoimento o perito do Instituto de Criminalística (IC) José Antonio Moraes. Ele foi ouvido por apenas 11 minutos e foi perguntado pelo advogado do casal, Marco Polo Levorin, se tinha conhecimento se algum laudo na história do IC já havia sido contestado na Justiça. Moraes respondeu que não tinha nenhuma informação sobre isso.

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