A madrasta de Isabella Nardoni e acusada pela morte da menina, Anna Carolina Jatobá, recebeu hoje a visita dos pais na penitenciária feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba. Alexandre Jatobá, de 45 Anos, e a mulher, chegaram ao presídio no começo da tarde.

Ela saiu do carro com o rosto encoberto. "Quero que vocês entendam que a imagem dela tem que ser preservada pois é ela que levará meus netos aos passeios, ela que está cuidando do bem-estar dos meus netos", disse o pai de Anna Carolina.

A visita aconteceu na capela do presídio e durou pouco mais de duas horas. Foi a primeira visita de um parente à Anna Carolina. "Foi um encontro caloroso, muito emocionante. As duas estão completamente abaladas. Quando ela nos viu e na hora da partida choramos muito, foi muita emoção", contou o pai de Anna Carolina. Eles conversaram sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de negar o pedido de habeas-corpus para ela e o marido, Alexandre Nardoni, pai de Isabella e também acusado pela morte da menina.

Segundo Jatobá, a madrasta de Isabella perguntou somente pelos filhos, não pediu notícias sobre o marido. "Não perguntou porque os advogados já a mantém informada." Nardoni está no presídio José Augusto César Salgado, o P2 de Tremembé, a 7 quilômetros de Anna Carolina, e não recebeu nenhuma visita hoje.

Além de cobertores e comida, os pais levaram para Anna Carolina três livros - dois de Alan Kardec e um de Direito Constitucional - para que ela passe o tempo lendo. "Ela tem lido muito e está bem, graças a Deus", afirmou o pai de Anna Carolina. "Ela sempre foi apegada a Deus e agora disse que sua fé está muito mais forte.Tenho fé em Deus que logo ela estará solta". Ele elogiou o atendimento no presídio. "É uma direção de excelência e isso me confortou bastante". Anna Carolina deve sair do regime de observação no dia 22 de maio. "Porém, como é feriado, o período terminará na segunda-feira seguinte", segundo ele.

Convívio

Jatobá ressaltou que a filha quer sair logo do período de observação para poder conviver com as outras detentas. "Ela não tem medo do contato com as outras. Está querendo sair e ir para o convívio com as demais. Disse 'sou inocente e quero sair de cabeça erguida'". No local há 180 presas de alta periculosidade. Entre elas está Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais há três anos.

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