Caso de recém-nascidos mortos em Belém pode se repetir em Marabá, alerta MPF

MARABÁ - O Ministério Público Federal do Pará (MFP) encaminhou à Justiça Federal nesta segunda-feira (7) uma manifestação para a implantação de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Materno Infantil de Marabá (PA). O alerta foi feito pelo promotor Marco Mazzoni, que também exigiu do governo paraense atendimento em tempo integral por profissionais especializados e ambulâncias.

Yuri Ikeda |

Na última semana, uma comissão do Ministério da Saúde interveio na administração da Santa Casa de Belém após a constatação da morte de pelo menos 16 recém-nascidos, que teriam sido vítimas do estado precário das instalações no local.

O pedido original, proposto pelo MP em Marabá, foi aberto em 2005, quando ocorreu a morte de trigêmeos no Hospital Municipal. A notícia causou comoção nacional e, desde então, tem sido travada uma batalha na Justiça para que haja melhoria no atendimento a recém-nascidos.

O problema surgiu quando o Hospital Regional, que fazia o atendimento dos neonatais em toda a região no sul do Pará, ficou sobrecarregado. Eles possuem uma UTI, mas estão limitados a nove leitos, explica o promotor. Para que a situação de Belém não se repita em Marabá, é necessária a criação de uma UTI no Hospital Materno, complementa.

O governo estadual, por sua vez, alega que o problema já foi solucionado: oito leitos da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) foram transferidos do Hospital Municipal para o Hospital Materno Infantil. No entanto, a UCI só cuida de casos de média gravidade. Os bebês que nascem com problemas mais graves, sem órgãos completamente formados, por exemplo, precisam ser tratados na UTI.

O processo ainda não foi sentenciado. O Governo Federal apóia o pedido do Ministério Público.

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