O secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, disse nesta terça-feira acreditar, com base nas informações colhidas até o momento, que provavelmente não se trata de gripe suína a doença que fez um paciente ser internado ontem em Salvador.

O agente de viagens Alexandre Magno, de 40 anos, foi encaminhado ao Hospital Octávio Mangabeira com quadro de febre, dores no corpo e tosse, após ter retornado de viagem aos Estados Unidos.

"Ele está em isolamento, sendo tratado como se fosse paciente da gripe (suína), mas esse procedimento foi adotado apenas como medida de precaução", afirmou Solla.

Segundo ele, os dados sobre a viagem do paciente fazem supor que ele não seja vítima da doença. Magno embarcou em Boston no dia 15 com destino a Miami, de onde seguiu para o Brasil. Ele chegou a Salvador no dia 16 reclamando de uma inflamação na garganta e de febre, mas viajou em seguida para Belo Horizonte (MG) e de lá para Governador Valadares, interior mineiro, onde tem familiares. Magno foi tratado com anti-inflamatórios antes de retornar à capital baiana, no dia 22. Os sintomas pioraram a partir de sábado. A mulher dele, que o acompanhou nas viagens, não apresentou nenhum sintoma.

De acordo com o secretário, Magno apresenta melhora no estado clínico e pode ser liberado em dois dias, dependendo do resultado do exame de sangue. Ele também foi submetido a exames específicos para identificar o tipo de vírus que o infectou, que será analisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Os resultados devem ficar prontos em "entre dez e 15 dias", informou Solla. Sobre a possibilidade de surgirem casos confirmados de gripe suína na Bahia, o secretário disse que "não há motivo para pânico".

O México já registrou 152 mortes suspeitas de terem sido causadas pela gripe suína. Já nos Estados Unidos, subiu hoje para 64 os casos suspeitos da doença, sem nenhuma morte. Os Estados norte-americanos onde há registro confirmado da gripe suína são: Nova York (45), Califórnia (10), Texas (6), Ohio (1) e Kansas (2). Além destes dois países, Reino Unido, Espanha, Israel e Nova Zelândia tiveram casos confirmados.

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