A missão de parlamentares italianos que veio ao Brasil fazer lobby pela extradição de Cesare Battisti, ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, reuniu-se hoje com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Chefiados pelo deputado Domenico Scilipoti, presidente da Associação de Amizade Itália/Brasil, os parlamentares italianos argumentaram que estão em busca de uma solução política para o caso e reiteraram a preocupação para que o episódio não estremeça as relações entre os dois países.

O governo brasileiro concedeu o status de refugiado político para Battisti, mas o governo italiano quer que ele seja extraditado. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a palavra final sobre a situação de Battisti que foi condenado à revelia na Itália sob a acusação de autoria de quatro assassinatos. "Devemos esperar para ver se ele é ou não considerado refugiado político", observou Domenico.

Segundo o senador César Borges (PR-BA), que participou do encontro da missão com Sarney, uma das preocupações dos italianos é em relação à isenção da Justiça brasileira. "Eles disseram que gostariam de saber se há ou não influência política na decisão do Supremo", disse Borges. Ao fim do encontro, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), informou que irá à tribuna na semana que vem para ler carta de Battisti, na qual ele nega os quatro assassinatos. A missão de deputados italianos retorna amanhã para Itália.

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