Caso Battisti: Lula reconhece direito da Itália de recorrer ao Judiciário por extradição

BRASÍLIA - Para o presidente Lula, a tensão gerada pelo Caso Battisti não comprometerá a relação de irmandade entre Brasil e Itália. Ele lembrou que no País vivem hoje cerca de 30 milhões de descendentes de italianos.

Agência Ansa |

AP
Battisti foi condenado à prisão perpétua

Battisti foi condenado
à prisão perpétua

O refúgio político foi concedido a Battisti no último dia 13 por Tarso Genro. Em sua argumentação, o ministro alegou que o italiano "possui um fundado temor de perseguição por suas opiniões políticas" em sua terra natal.

Após diversas mensagens oficiais de descontentamento com a decisão brasileira, na última terça-feira o chanceler italiano, Franco Frattini, chamou para consultas seu embaixador em Brasília, Michele Valensise.

O processo no qual a Itália pede a extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos, está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve decidir a partir do dia 2 de fevereiro se o italiano será extraditado ou se permanecerá sob refúgio político.

Ontem, o ministro Cezar Peluso, do STF, autorizou o governo italiano a se manifestar no processo. A Itália terá cinco dias para cumprir a solicitação.

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