Álvaro Dias diz que há blindagem entre governo e Casa Civil" / Álvaro Dias diz que há blindagem entre governo e Casa Civil" /

Caso Aparecido se cale em depoimento, CPMI pode mandar prendê-lo, diz senador

BRASÍLIA - O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse nesta quinta-feira (15) que a CPMI dos cartões corporativos pode até mesmo pedir a prisão do ex-funcionário da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, caso ele se recuse terminantemente a falar na sessão da próxima terça-feira. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/15/alvaro_dias_diz_que_ha_blindagem_entre_governo_e_casa_1313471.html target=_blankÁlvaro Dias diz que há blindagem entre governo e Casa Civil

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Pires, junto do funcionário do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, são os responsáveis pelo vazamento do dossiê com gastos do ex-presidente FHC. O primeiro enviou o material por e-mail, o segundo recebeu. 

As dúvidas em relação ao depoimento de Aparecido na CPMI se deram a partir da noite desta quarta-feira (14), quando seu advogado entrou com o pedido de um habeas corpus que permitisse que ele não respondesse às perguntas de deputados e senadores na comissão.  

Na manhã desta quinta-feira o pedido foi negado. Apesar disso, como Aparecido virá à CPMI na condição de investigado, ele pode se negar a responder algumas perguntas. Isso porque ele não é obrigado a produzir provas contra si mesmo. 

De acordo com Casagrande, apesar das limitações, ele deve responder algumas perguntas e dar esclarecimento, "mesmo que incompletos". Ele alegou que, caso Aparecido se negue a responder a maioria das perguntas os parlamentares podem considerar o ato um desrespeito ao Senado e ao Congresso Nacional. 

"A CPI pode tomar ações se achar que há desrespeito", disse. "Medidas de prisão, até qualquer outra medida, medidas duras", completou. 

Quem também comentou a decisão do Supremo, de negar o hábeas corpus de Aparecido foi o senador Álvaro Dias. Ele se mostrou pouco entusiasmado com o depoimento na CPMI. Segundo ele, há um acordo de blindagem mútuo envolvendo Aparecido e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), e sua braço-direito Erenice Guera. 

"O Supremo negar o hábea corpus não muda muito, pois a Lei faculta ele a não falar nada que o incrimine", disse. 

Em relação ao acordo, Dias alegou que os recentes sumiços de Aparecido, que deveria ter prestado depoimento na Polícia Federal na terça-feira passada, são indícios de que o acordo é existente.   

"O sumiço do Aparecido revela que houve acordo entre governo e o Aparecido na linha de blindagem recíproca. Ele protege as pessoas mais importantes e por elas é protegido", explicou. 

Por fim, Dias disse investir todas as esperanças para o esclarecimento do caso na Polícia Federal. Ele acredita que o governo, maioria dentro da CPMI, impedirá o aprofundamento das investigações e que somente a PF, atuando com isenção, poderá elucidar o caso.

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