Casas foram caindo em cascata, relata moradora que perdeu sobrinho e cunhada

As casas foram caindo em cascata. Eles estavam na última casa da rua e morreram juntos, contou emocionada a dona de casa Tania Patrícia Nascimento da Silva, que perdeu a cunhada e o sobrinho soterrados por causa das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro entre a noite de segunda-feira e terça-feira.

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

Fabrizia Granatieri
Tania perdeu cunhada e sobrinha

Tania perdeu cunhada e sobrinha

Jeferson da Silva Costa, de 10 anos, e a mãe Jessiana da Silva Costa, 34, iriam dormir na casa do namorado de Jessiana, mas o filho pediu para que voltassem para ele buscar "uns cadernos da escola". "Eles, então, resolveram dormir por lá, em Santa Rosa, Niterói".

Patrícia contou ao iG que os corpos foram localizados por vizinhos e familiares que cavaram a terra com as mãos e ferramentas que estavam no local. "Estava tudo escuro, eram duas horas da manhã, a energia tinha acabado e achamos os corpos pelos pés".

Jessiana deixou uma filha, que agora vai se mudar para o Recife, onde mora o pai Josenildo Gonçalves. "Minha filha está sofrendo muito. Tudo que quero é levá-la para Recife e fazer com que ela seja feliz", afirmou Gonçalves.

Dia de caos

Na terça-feira, o Rio de Janeiro viveu um dia de caos. Além das mortes registradas, a maioria das vítimas de deslizamento de terra, 202 pessoas ficaram feridas após uma forte chuva que atingiu o Estado.

As aulas foram suspensas, serviços públicos tiveram o expediente cancelado, o aeroporto Santos Dumont ficou fechado durante boa parte da manhã e empresas cancelaram a venda de bilhetes com destino para o Rio.

Esta é considerada a pior chuva já vista no Rio de Janeiro . Em 24 horas, o número de mortos superou o registrado nos quatro meses de verão em São Paulo.

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